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segunda-feira

Zé Eduardo chora em última entrevista coletiva no Santos

A dois dias de participar da decisão da Copa Libertadores, contra o Peñarol, no Pacaembu, Zé Eduardo, chorou ao dar a última coletiva de imprensa no CT Rei Pelé, na tarde desta segunda-feira. O atacante levou os pais - Eduardo e Gilda - para ficarem ao seu lado na despedida antecipada do clube, e chorou ao lembrar os momentos de dificuldades que enfrentou até se tornar famoso do Santos.

"Trouxe meus pais e vou prestar homenagem a eles no jogo de quarta-feira. Não fossem eles, eu não estaria jogando. Há dois anos o meu pai me sustentou quando fiquei sete meses sem receber salário", afirmou Zé Eduardo. "Pensei em parar de jogar. Falei que ia trabalhar. Não fossem meu pai e minha mãe, eu não estaria aqui hoje", acrescentou o jogador, chorando.

Zé Eduardo é considerado o melhor negócio da administração Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro. Ele foi colocado a custo zero no Santos no começo do ano passado para cumprir contrato de experiência de cinco meses. Deu certo e teve o contrato renovado por um ano. Na janela de transferências no começo de 2011, o jogador foi vendido ao Genoa, da Itália, rendendo ao clube do litoral 2,7 milhões de euros (mais de R$ 6 milhões).

"Cheguei ao Santos quietinho e desacreditado. Só meus pais acreditavam em mim. Fui acolhido por todos e em um ano e meio ganhei três títulos (dois do Campeonato Paulista e um da Copa do Brasil). Por isso, estou mais triste por estar indo embora do que ansioso para chegar à Itália. Com todo respeito ao clube que me contratou". Emprestado pelos italianos ao Santos até o dia 30, Zé Eduardo vai se desligar do elenco depois da decisão de quarta e se apresentar ao novo clube no dia 15 do mês que vem. No total, o atacante participou de 81 jogos e marcou 26 gols.

Emocionado do começo ao fim da entrevista, Zé Eduardo agradeceu o apoio que recebeu do seu companheiro de time e de quarto nas concentrações Edu Dracena, do amigo, dentro de fora de campo, Neymar, e não esqueceu nem do cartola secreto do clube, Fernando Silva, o mais influente do departamento de futebol, mas que não dá entrevistas e nem aparece na mídia. Mas foi para Muricy Ramalho o seu muito obrigado especial. "Fiquei 13 jogos sem marcar gol e ele não me tirou do time".