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segunda-feira

Mais de 10 mil sírios fugiram do país, diz encarregada da ONU



A violência dos últimos meses na Síria fez mais de dez mil pessoas fugirem da violência no país, em busca de refúgio na Turquia e no Líbano, afirmou nesta segunda-feira a encarregada das operações humanitárias da ONU (Organização das Nações Unidas), Valerie Amos.

Relatos de ativistas e ONGs internacionais apontam ainda que a repressão brutal do ditador Bashar al Assad às manifestações civis teria matado 1.200 pessoas.

Vadim Ghirda/Associated Press

Caminhão com doações da Turquia chega aos refugiados sírios que ainda não deixaram vilarejos ameaçados
"Faço um apelo ao governo [sírio] para que respeite e proteja os civis e se abstenha de empregar a força contra manifestantes pacíficos", disse ela em uma declaração.

Segundo Amos, cerca de 5.000 sírios se refugiaram na Turquia e 5.000, no Líbano. A Turquia já teria instalado quatro campos de refugiados na fronteira.

"É importante que saibamos exatamente o que acontece na Síria pra que possamos fornecer o auxílio necessário. Espero que o governo autorize uma avaliação independente", disse.

Os dados da ONU chegam no mesmo dia em que as tropas leais ao regime do ditador controlaram completamente a cidade de Jisr al Shughur, a primeira a cair nas mãos dos rebeldes desde o início dos protestos oposicionistas em março.

AVANÇO

Ativistas de direitos humanos dizem que as tropas avançam agora para as florestas e montanhas próximas à cidade, em busca de "grupos armados" aos quais responsabilizam pela revolta contra o regime de Assad.

As tropas prenderam ainda centenas de pessoas em vilas nos arredores da cidade rebelde. Refugiados abrigados na Turquia dizem que os detidos são homens com entre 18 e 40 anos de idade, um padrão visto em outros episódios de repressão desde que a revolta começou no país.

As tropas lançaram no domingo uma ampla ofensiva com artilharia pesada e explosões, além de helicópteros e cerca de 200 tanques.

A TV estatal síria afirmou que a operação em Jisr al Shugur visava prender "terroristas" e apreender suas armas. De acordo com o relato oficial, apenas dois integrantes das organizações oposicionistas foram mortos.

France Presse