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sexta-feira

Uma semana depois, Noruega homenageia vítimas de massacre

Os noruegueses se uniram na sexta-feira em um dia de homenagens para as 77 vítimas do massacre da semana passada, que traumatizou a nação escandinava. Dois dos mortos na tragédia já foram sepultados.

O primeiro-ministro do país, Jens Stoltenberg, participou de uma cerimônia fúnebre na principal mesquita de Oslo às 10h30 (hora de Brasília) -- o momento exato em que, uma semana antes, Anders Behring Breivik detonou uma bomba entre prédios públicos no centro da capital para, em seguida, promover uma chacina a tiros em uma ilha próxima da capital.

Durante a manhã, Stoltenberg já havia estado em um ato público do seu Partido Trabalhista, principal alvo dos ataques, onde muita gente depositou rosas vermelhas.

"O mal despertou o que há de melhor em nós. O ódio gera amor", disse ele aos correligionários. "Queremos ser uma comunidade. Transcendendo a fé, a etnia, o gênero e as patentes", disse Stoltenberg, sem jamais citar o nome do assassino.

Breivik disse ter cometido o massacre como parte de uma "cruzada" pessoal contra o islamismo, e para punir o Partido Trabalhista por ser, na opinião dele, tolerante demais com a imigração.

Na noite de sexta-feira (à tarde no Brasil), a polícia elevou de 68 para 69 o total de mortos na chacina cometida por Breivik na ilha de Utoeya, onde acontecia um acampamento de verão da juventude trabalhista. Na chacina matou outras oito pessoas.

Em todo o país, bandeiras foram hasteadas a meio mastro na sexta-feira. O governo suspendeu a tarifa de importação de rosas, já que os produtores nacionais foram incapazes de atender à demanda por essa flor, que é símbolo do Partido Trabalhista e, por extensão, virou uma homenagem às vítimas.