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sábado

Tombo na passarela é maior pesadelo fashion, contam modelos

Para elas, cair é um dos piores acontecimentos na profissão.
Estilistas dizem que tombo pode até 'humanizar' e aproximar o público.

Cair na passarela é uma das piores coisas que pode acontecer com uma modelo. A repercussão do tombo deixa uma marca no nome da top - durante alguns meses ela será lembrada pelo escorregão amplamente registrado pelas câmeras. Mas, segundo estilistas, essa cicatriz não é tão profunda - e nem deixa escaras para a grife responsável pelo desfile.
Mário Queiroz, dono da marca do mesmo nome, diz que "acidentes acontecem" e que isso não impediria de chamar novamente a modelo para desfilar. "A partir do momento que uma modelo cai na passarela, a pessoa que está assistindo, essa consumidora, se sente próxima, sabe que o mundo é cheio de percalços. Pode ser fantástico", diz o estilista Jefferson Kulig, também da grife de mesmo nome.
Já para as modelos, o tombo é um grande temor. Geralmente, os culpados são os sapatos. "Às vezes o piso é um pouco mais liso, o salto não é adequado, às vezes é um salto muito fino, sem plataforma. As modelos às vezes estão com um sapato muito maior ou muito menor que o próprio pé", diz Janaína Heglin. A supertop Raquel Zimmermann conta da queda em um desfile da Versace: "Me marcou muito. Eu estava com um vestido longo, com cauda, e eu pisei na cauda e meio que escorreguei na frente dos fotógrafos. Eu falei 'ai meu Deus é o fim da minha carreira'". Segundo ela, depois disso nada desastroso aconteceu, e ela continuou fazendo trabalhos para a grife.
Na temporada de Verão 2012 do Fashion Rio, Ana Claudia Michels protagonizou um forte tombo, quebrando até o punho. "Foi um susto horrível. Mas depois eu recebi tanta mensagem fofa, tanta gente querida falando 'ai, você está bem?' que eu acabei gostando.