PESQUISA AVANÇADA E EXCLUSIVA DO GOOGLE

terça-feira

Fusão pode unir Pão de Açúcar e Carrefour

O Carrefour anunciou nesta terça-feira que recebeu uma oferta de fusão no Brasil com o grupo Pão de Açúcar. A autora da proposta foi a Gama, controlada por um fundo administrado pelo BTG Pactual, do banqueiro André Esteves, que será capitalizada pelo Bndes. A fusão consolidaria a liderança do Pão de Açúcar no Brasil (Companhia Brasileira de Distribuição - CDB), criando uma rede com vendas anuais estimadas em US$ 43 bilhões (€ 30 bilhões).

As negociações entre os grupos começaram a partir da iniciativa de Abilio Diniz, mas o grupo francês Casino, parceiro do Pão de Açúcar e arquirrival do Carrefour, informou que está em posição para bloquear uma eventual fusão no Brasil. O Casino informou ainda que nenhuma negociação por parte do Pão de Açúcar pode ocorrer sem seu consentimento e que vai examinar a melhor forma de defender o interesse do Pão de Açúcar e de seus acionistas.

Em maio, o Casino apresentou um pedido de arbitragem internacional contra Diniz, alegando que as supostas negociações do empresário com o Carrefour contrariam um acordo de acionistas. O Casino e o grupo de Diniz dividem em partes iguais a holding Wilkes, que controla 66% dos direitos de voto no Pão de Açúcar.

A ideia é criar uma parceria estratégica combinando os ativos do Carrefour no Brasil com os do Pão de Açúcar em uma nova empresa, controlada em partes iguais. Sob os termos da proposta, a Gama se tornaria uma acionista importante do Carrefour, com uma participação de 11,7%, e poderia comprar ações adicionais representativas de até 6% do capital da varejista.

À agência de notícias Reuters, a Gama informou que não tem relação com Diniz. A oferta prevê que a Gama firme um acordo de acionistas e atue em conjunto com Blue Capital, Colony Blue Investor e Groupe Arnault, acionistas do Carrefour e que juntos detêm 20,2% dos direitos de voto na varejista. A empresa do BTG Pactual teria direito a dois lugares no conselho de administração do Carrefour, incluindo a vice-presidência, hoje ocupada Sebastien Bazin, chefe da Colony Europe.